Arquivo para a categoria 'Let's bora falar de música'

05
jan
10

a musga em 2009

Imitando meu amigo Presunto, listarei os 10 lançamentos que mais me agradaram em 2009. Falarei um pouquinho de cada álbum. E que fique claro que se trata de uma lista totalmente pessoal. São simplesmente os álbuns que eu mais gostei; em nenhum momento uso a palavra “melhor” ou “pior”.

10 – ENDGAME – Megadeth

Eu gostei do álbum, sim. É uma banda que eu gosto bastante. Mas, eu esperava mais desse álbum. Ou melhor, eu não esperava muito, mesmo. Eu desejava que ele me agradasse, mas já esperava a decepção.
Não consigo me empolgar direito com música alguma, todas me soam muito sem graça.
O CD é cheio de solos; não gosto muito disso. E o vocal do Mustaine continua o de sempre.

9 – GOOD BLOOD HEADBANGUERS – Massacration

Pois é. É um álbum que eu gostei bastante, até. É divertido, principalmente nas letras. E os caras mandam bem no instrumental.
Também adorei a participaçao especial do Falcão.

8 – JUGGERNAUT – Drone

Uma banda que conheci recentemente, que só lançou dois CDs até agora. A banda me conquistou principalmente por causa do vocal. E esse CD é bem legal, embora eu prefira o anterior.

7 – A-LEX – Sepultura

Acredito que seja outra surpresa para meus leitores. É que foi através desse álbum que eu passei a gostar mais de Sepultura. E fui em um show deles, no qual tocaram bastante músicas desse álbum. Por isso, passei a gostar dele.

6 – OCTAHEDRON – The Mars Volta

Um álbum que causou uma certa polêmica entre os fãs de The Mars Volta, por ser meio acústico e com músicas mais calmas que o normal. Mas é uma banda que eu adoro, e gostei do álbum.

5 – BLACK CLOUDS AND SILVER LININGS – Dream Theater

Foi baixando e ouvindo as duas primeiras faixas desse álbum que eu passei a gostar de Dream Theater. E o resto do álbum é igualmente legal. Para os padrões do DT, é meio pesado, embora não se compare ao Train of Thought.

4 – LULLABIES FOR THE DORMANT MIND – The Agonist

A banda me conquistou principalmente por causa do talento da vocalista. Muito boa letrista, além de eu adorar o vocal dela, tanto o gutural quanto o limpo. Esse álbum não era o que eu esperava, exatamente. Ele me soa meio estranho demais, meio forçado. Por isso prefiro o anterior, o primeiro deles. Mas ainda assim acho bem legal.

3 – THE ROOT OF ALL EVIL – Arch Enemy

Esse álbum fica na terceira posição porque Arch Enemy é minha banda preferida e as músicas são regravações de músicas da fase do Arch Enemy com o antigo vocalista, Johan Liiva. São músicas que eu gosto demais, e continuaram me agradando muito com a Angela no vocal. O álbum só não fica na primeira posição por não ser de músicas inéditas.

2 – WORLD PAINTED BLOOD – Slayer

Aqui o Presunto vai dizer que também imitei ele. World Painted Blood fica na segunda posição da minha lista, também. Ele se tornou rapidamente o meu álbum preferido da banda. Pra mim, soa como uma compilação de todo o tipo de som que o Slayer já tocou (assim como o Death Magnetic, do Metallica). Não que tenha variado muito ao longo do tempo, mas enfim.

1 – HORDES OF CHAOS – Kreator

Como não podia deixar de ser, Kreator fica na primeira posição da minha lista, também. O álbum é simplesmente fantástico. Foi o primeiro que ouvi deles e atualmente é o meu favorito da banda. Não tenho muito o que dizer. Ele vazou na internet quando 2009 ainda nem havia começado e mesmo assim é o meu álbum favorito de 2009. Palmas para ele.

14
out
09

Metáw

Chegou a hora, amigos. Inauguro neste instante a categoria na qual falarei sobre música, neste infeliz blog. E, pra começar, não poderia ser diferente: a seguir vocês encontrarão uma análise de um dos álbuns da minha banda favorita, Arch Enemy, que fica na frente até de Metallica.

O álbum a ser comentado aqui será o primeiro com a maravilhosa Angela Gossow no vocal, o Wages Of  Sin. É considerado por muitos o melhor álbum da história da banda, mas não é o meu preferido. Aliás, é importante deixar claro que não trabalharei aqui com as palavras “melhor” e  “pior”, em nenhum de meus posts. O mesmo serve para as palavras “bom” e “ruim”. Os motivos só eu tenho a capacidade para entender, portanto, não questionem.

Primeiro, uma ficha técnica do álbum em questão, só pra imitar meu companheiro Presunto.

wagesofsWages Of Sin (2001)

1 – “Enemy Within” – 4:21
2 – “Burning Angel” – 4:17
3 – “Heart of Darkness” – 4:52
4 – “Ravenous” – 4:06
5 – “Savage Messiah” – 5:18
6 – “Dead Bury Their Dead” – 3:55
7 – “Web of Lies” – 3:56
8 – “The First Deadly Sin” – 4:20
9 – “Behind the Smile” – 3:38
10 – “Snow Bound” (Instrumental) – 1:34
11 -”Shadows and Dust” – 4:27
12 – “Lament of a Mortal Soul” (Bonus Track) – 4:06

(copiei descaradamente da Wikipédia)

Trata-se de uma banda sueca de Death Metal Melódico. Ela conta com Daniel Erlandsson na bateria, Sharlee D’Angelo no baixo, Michael Amott e seu irmão Christopher Amott nas guitarras e a alemã Angela Gossow no vocal.

Esse álbum foi o primeiro gravado assim que Angela Gossow entrou na banda, com a saída do antigo vocalista, Johan Liiva. Segundo o guitarrista e líder da banda, Michael Amott, ele foi expulso por não estar se apresentando de maneira decente ao vivo. Angela foi a escolhida para substituí-lo, já que Michael havia gostado bastante do que viu em uma fita de uma apresentação dela com sua antiga banda. A fita havia sido deixada com ele em uma entrevista feita com a banda pela própria Angela Gossow, que trabalhava como repórter.

A partir dessa entrada de Angela e do lançamento do Wages Of Sin, a banda começou a ganhar muito mais reconhecimento. Acredito que seja em grande parte por causa da loira que canta feito o capeta, realmente. Atualmente a banda só cresce cada vez mais.

O álbum começa com Enemy Whithin, a primeira música que ouvi do Arch Enemy e que me deixou espantado e até assustado com essa mulher encapetada cantando. Não é uma das minhas preferidas atualmente, mas é ótima ao vivo e é porrada do começo ao fim, com belos solos, coisa que é encontrada em todas as músicas do Arch Enemy. Ela é uma boa introdução para o álbum, uma vez que começa melódica com teclado para de repente explodir na bateria.

Depois temos Burning Angel, que possui riffs belíssimos e mostra perfeitamente o que é o Death Metal Melódico. O começo é empolgante demais, com uma melodia maravilhosa de guitarra. O vocal da Angela é um vocal que mantém-se praticamente na mesma linha o álbum inteiro. É o demônio cantando, em sua versão feminina.

Heart Of Darkness é uma música mais pesada, mas continua com a bela linha melódica.

A música seguinte, Ravenous, é outra música com riffs maravilhosos, belas melodias e um refrão pegajoso, coisa que eu particularmente adoro.

Savage Messiah e Dead Bury Their Dead são marcantes como as anteriores. A primeira é arrastada e possui um clima sombrio. É a mais lenta do álbum e o refrão também é uma coisa que gruda. A segunda é uma das minhas favoritas dentre todas da carreira da banda. Possui partes rápidas e partes mais lentas e é excelente para ser tocada ao vivo. O vocal da Angela aqui é algo surpreendente, com urros que me arrepiam. Não preciso mencionar os maravilhosos solos, por estarem presentes em todas as músicas. O mesmo se aplica à bateria, maravilhosa durante o álbum inteiro.

Web Of Lies é uma música que não chama tanta atenção. Mais pelo fato de estar entre duas músicas magníficas do que por outra coisa. Tem uma bela melodia e novamente um refrão grudento.

A próxima música é outra que está entre minhas preferidas da banda e é minha preferida do álbum. The First Deadly Sin é uma das músicas mais pesadas que eu já ouvi na vida e, não fosse por uma paradinha no meio, para depois entrar o solo, seria porrada do começo ao fim. A Angela aqui agrada até os mais chatos em relação ao vocal dela (estou falando de você, Presunto). O baixo do Sharlee ganha mais destaque nessa música, também.

Behind The Smile é meio diferente das outras, meio esquisitona, com um refrão sem guitarras. Não me agrada tanto. A seguinte, Snow Bound é uma instrumental belíssima. Só me desagrada pelo tempo de duração, que é muito curto.

As duas últimas músicas, Shadows And Dust e Lament of a Mortal Soul, são mais pesadas e também são ótimas para um show. Finalizam muito bem o álbum.

O álbum como um todo é bem aquilo que se espera de um Death Metal Melódico com muita influência do Thrash. Agressividade, melodias maravilhosas e riffs e solos muito criativos, aliados a um belo gutural desse traveco dessa mulher encapetada. Aliás, um bom número de pessoas só não gosta de Arch Enemy por ser uma mulher no vocal. Eu sei lá, acho que é questão de costume. Ou não. Eu  gosto bastante do fato de ser uma mulher cantando.

Até mais, espero que tenham gostado desse post de merda .




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